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Mexicanos desenvolvem plástico biodegradável
Postado em: 09 de Março (Terça) de 2010 15:09

Matéria-prima competitiva pode ser criada a partir de milho, sorgo, cana-de-açúcar ou tapioca
2010-02-09




A intenção é criar resina ambientalmente responsável
Investigadores mexicanos, do Tecnológico de Monterrey – uma universidade virtual que se estende pelo território do país Sul-americano –, desenvolveram um plástico biodegradável a partir de ácido poliláctico, uma substância que se obtém a partir de milho, tapioca, cana-de-açúcar e sorgo (cereal).

Perante a necessidade de contar com determinadas matérias-primas para criar diversos plásticos biodegradáveis, os cientistas de Monterrey propuseram desenvolver uma resina com ácido poliláctico, uma alternativa ao fabrico de objectos de plástico, como sacos, garrafas, talheres, entre outros.

“A ideia é criar um plástico biodegradável através de produtos naturais como milho, sorgo ou cana-de-açúcar”, explicaram os engenheiros Hazael Pinto Piña e Álvaro Carlos Rodrígue, do Tecnológico de Monterrey, Campus Monterrey. Segundo estes investigadores, “o material final não é um plástico convencional, mas uma resina com propriedades biodegradáveis, através de uma fonte renovável”.

“Primeiro, fazemos o ácido láctico – a matéria-prima do plástico –, depois procuramos purificá-lo e finalmente, polimerizamos o ácido puro e desenvolvemos a resina”, continuaram.

A investigação começou há já alguns anos no Centro de Biotecnología del Tecnológico de Monterrey. A proposta inicial é produzir apenas a matéria-prima, ou seja, o ácido poliláctico, e posteriormente, iniciar o fabrico destes novos produtos plásticos. O mercado mexicano é bastante amplo para este tipo de material e a resina, actualmente, é importada a um preço elevado.

"A nossa intenção é criar uma resina ambientalmente responsável e que, ao mesmo tempo, possa responder às necessidades dos produtores e consumidores, ou seja, a um preço competitivo e que chegue ao consumidor final de forma acessível", concluiu, Pinto Piña.

Fonte: Ciencia Hoje http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39508&op=all


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